Lalalalala! – Fazendo aula de canto

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Iae pessoar, como vão?

Hoje vim falar de mais uma atividade que eu faço: canto! Vou contar como descobri essa arte que agora não fico sem! Então senta que lá vem história…

Fiz aula pela primeira vez há muito tempo, na escola onde estudava, onde era oferecida como atividade extra-curricular. Acabei fazendo só por um mês, porque não gostei muito da professora: ela me pareceu saber cantar, mas não saber as técnicas de fato para poder passar adiante. Ela era cantora, mas não tinha estudado para dar aula. Eu sou da opinião que o “quem sabe fazer sabe ensinar” é totalmente mentira, porque ensinar também é uma área de conhecimento, muito complexa, e quem diz que basta saber fazer para saber passar adiante nunca se envolveu com o estudo do ensino. (E aqui termina meu desabafo sobre os mal-informados que fazem pouco caso dos cursos de licenciatura)

Tive mais uma pequena experiência com canto quando fiz intercâmbio e na escola onde estudei participei por um semestre do grupo de coral. Lá, o professor me identificou como contralto (o tipo de voz feminina mais grave), e eu por conseqüencia cantava os acompanhamentos das músicas, já que as melodias geralmente cabem às sopranos (mais agudo) ou, no máximo, às mezzo-sopranos (tom intermediário). Achava divertido, mas não me apaixonei: claro que não gostava de ter que cantar as músicas que conhecia de um jeito “esquisito” por não ser a melodia, mas o que achei mais chato era o fato de, em grupo, você ficar meio “apagado”. É legal fazer parte do todo, mas eu sentia que gostaria de mais atenção do professor. Às vezes não tinha certeza se não estava fazendo besteira e, no meio de tanta gente, não desse pra perceber. Pode ser que o meu professor é que fosse ruim, mas isso é algo a se tomar cuidado: o canto pode lhe fazer mal à saúde se você não o fizer direito.
Ao voltar ao Brasil, deixei o canto de lado. Quando estava no cursinho e a data da FUVEST estava se aproximando, decidi que precisava fazer algo para relaxar, ou eu teria um piripaque. As aulas na escola e o coral tinham servido para me mostrar que cantar é algo que me faz extremamente bem: sinto que estou colocando tudo pra fora e me sinto mais leve sempre que canto. Então lá fui eu novamente, e dessa vez passei a estudar na escola Tom Sobre Tom, com uma professora da qual, na época, gostei muito, pois ela entendia de técnica. Ela também achou que meu tom de voz era mais grave (talvez mezzo, mas não soprano), e fiquei triste quando eu disse que o que eu mais gostaria era cantar músicas do Fantasma da Ópera (meu musical favorito), e ela fez uma careta e me falou para “deixarmos isso para o futuro” (a Christine, personagem principal, é, obviamente, soprano).
Fiz uns 3 meses de aula e parei novamente, pois vieram as férias e eu (ainda bem!) passei na faculdade. Com a correria do primeiro ano, parei de fazer as aulas, e quando quis voltar, descobri que essa professora tinha saído da Tom Sobre Tom. Fiquei então a graduação toda sem cantar, até decidir procurar uma escola de canto novamente.

E foi assim que encontrei Melissa Maranhão, professora de canto da escola Arte São Paulo, e agora todos os professores de canto que tive na vida me parecem uma droga! rs Comecei as aulas em maio de 2011, e nunca parei desde então. Ela me falou como essa história de classificar as vozes é ruim pois muita gente acaba sendo limitada por isso, sendo que, na verdade, ser “contralto”ou “soprano” (ou qualquer outra) não significa que você só possa cantar certa faixa de notas, e sim que existe uma faixa na qual sua voz “brilha” mais, o que não impede você de cantar o que você quiser, oras bolas!

Como as aulas de canto que já tinha feito, comecei fazendo canto popular (cantando principalmente rock e pop). Até que um belo dia, pouco tempo depois de eu ter começado as aulas, a Mel, por coincidência, levou uma apostila com partituras de músicas do Fantasma da Ópera para a aula. Eu comentei que eu gostaria muito de cantá-las, e a reação dela, ao contrário do “ah, mas sua voz é grave, você não vai conseguir” da professora anterior, foi decidir que tentaríamos! E eis que descobrimos que, na verdade, eu sou soprano sim! E canto muito melhor canto lírico (estilo “ópera”) do que canto popular! XD

Desde então enveredei pelo canto lírico. Adoro! Sempre gostei de música erudita (é claro que no meu iPod tem muito mais rock que música clássica rs, mas gosto bastante), e o canto lírico me faz sentir mais ainda que estou colocando para fora tudo o que preciso. Além disso, acho que combina bastante com meu perfil: tem muita técnica, muita regra, e eu gosto assim, tudo certinho haha. Sou até certinha demais, o que me atrapalha também, afinal, regrado ou não, o canto lírico é arte, e tem muito mais coisa envolvida do que saber cantar as notas “friamente”.

Algumas músicas que já cantei foram All I Ask of You, Music of the Night (entre outras do Fantasma da Ópera), Time to Say Goodbye/ Con Te Partiro, L’amour est un Oiseau Rebelle (conhecida como Rabanera, da ópera Carmen) e Mio Babbino Caro. Atualmente assumi a difícil missão de aprender Der Hölle Rache, música da ópera A Flauta Mágica, cantada pela Rainha da Noite. Fiz poucas apresentações até agora, mas quando alguma for organizada, eu aviso a quem interessar :). Eu tenho dois vídeos de eu cantando, mas já vou avisando que são da minha primera apresentação, na qual eu estava hiper mega ultra nervosa! Então errei um monte de coisas, cantei em francês tudo errado (não sei francês), errei o tempo da música, etc. Se, ainda assim quiserem correr o risco, cliquem nas duas músicas aí do começo do parágrafo que aparecem em azul = b.
Então por hoje fica a minha história com o canto aqui. Quem canta os males espanta, é verdade, e pode ser uma aptidão que você tenha e que nunca soube, assim como eu nunca imaginaria que um dia eu estaria cantando trechos de óperas. Vale muito a pena enfrentar a vergonha e tentar fazer uma aula. Para mim, cantar é uma verdadeira terapia! ^^

Até a próxima!

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